As escolas vão começar 2011 em novo ritmo, mas a maioria corre o sério risco de desafinar. O ensino de música passará a ser obrigatório em todas as instituições públicas e particulares do país, em cumprimento a uma lei federal aprovada há três anos, para despertar o gosto dos estudantes pela cultura, estimular a criatividade e relevar talentos. Pôr essa “orquestra” para tocar é um desafio digno de um maestro de renome, pois as salas de aula ainda são palcos vazios, sem instrumentos musicais, profissionais habilitados e ambientes propícios à aprendizagem. Para se ter uma ideia desse cenário, Minas têm apenas um professor formado em artes para cada 2,2 mil alunos do ensino fundamental. No ensino médio, cada educador com formação artística teria de se desdobrar para ensinar 1.090 estudantes, segundo o último Censo Escolar. O resultado de tamanha falta de estrutura e preparo é que apenas 20% das 186 escolas municipais de Belo Horizonte e 40% das particulares estão, hoje, em sintonia com a lei e já oferecem aulas de música a crianças e adolescentes.
A poeira e o mofo calam um antigo piano, há anos esquecido num canto da Escola Estadual Professor Pedro Aleixo, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul da capital. Com teclas quebradas e um maquinário corroído pelo tempo, a peça é apenas objeto de contemplação para os mais de 1,1 mil alunos, que, provavelmente, ficarão sem aulas de música em 2011. Sem professores e instrumentos necessários para a oferta da disciplina, a escola considera remota a possibilidade de conseguir cumprir a Lei Federal 11.769/2008, e conta com a boa vontade política e o apoio de parceiros da iniciativa privada para não transformar seus alunos em personagens de uma cena muda.
“Temos um grande auditório com um piano antigo, além de caixas de som e microfones novos. Mas vamos precisar de professores de música e apoio técnico”, diz o vice-diretor da escola, Milton Almeida Xavier. A lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2008, determina que a música seja conteúdo obrigatório no ensino fundamental e no nível médio. Mas a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) esclarece que o objetivo do texto não é formar músicos nas salas de aula e sim desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração social dos alunos. Portanto, a música não precisa ser, necessariamente, uma disciplina exclusiva e pode ser incluída como componente curricular da matéria de artes.
Enquanto aguarda o cumprimento da lei, a estudante Marcela Alves Viana, de 15 anos, resume as aulas de arte às oficinas de desenho, pintura e artesanato com materiais recicláveis. “Meu sonho era aprender a tocar teclado. Amo a música e tenho certeza de que a escola se tornaria um lugar mais interessante e alegre com os sons”, diz a aluna do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Professor Pedro Aleixo. Apaixonado pelo violão, Eduardo Magriny, de 16, aprendeu com o padrasto os primeiros acordes e, sozinho, procurou na internet lições de música. “Sei tocar umas 15 canções. Infelizmente, não posso pagar aulas de instrumentos musicais e meu sonho era ter esse ensino gratuito na escola”, conta Eduardo, que alimenta, com os amigos Luís Fernando Silva e Antônio Henrique Santos, o sonho de criar uma banda e “ficar famoso”.
Solução
Na corrida contra o tempo para afinar os instrumentos e cumprir a exigência do ensino de música em 2011, o Colégio Maria Clara Machado, no Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de BH, encontrou uma solução econômica e criativa. Em parte das aulas de arte, os alunos põem as mãos na massa e ajudam a construir tambores, pandeiros, agogôs e triângulos com materiais recicláveis. E, em módulos trimestrais, eles aprendem a tocá-los em aulas que incluem violões, guitarra e teclado, além de lições teóricas sobre partituras e compositores de peso.
“Do maternal ao 5º ano do ensino fundamental, a música já vem sendo oferecida uma vez por semana. A partir do ano que vem, a disciplina estará em módulos trimestrais nas demais turmas, dentro das aulas de arte. Esse esforço é válido, pois a música faz parte de um programa de desenvolvimento pessoal, que estimula a criatividade e o lado emocional do aluno. A música sempre é trabalhada de forma contextualizada e com outras disciplinas, aliando cultura e conhecimento”, explica o diretor do colégio, José Donizetti dos Santos.
Orgulhosos dos instrumentos musicais fabricados por eles nas aulas de arte, os estudantes falam com entusiasmo da música. “Às vezes, a gente se cansa de estudar só matemática, português e ciências e a música ajuda a nos distrair”, conta Milena Rios Faria, de 10, aluna do 5º ano do nível fundamental. Já para Arthur Gontijo Tuyama, de 11, o contato com novos sons e ritmos despertou o interesse pelo aprendizado mais aprofundado de outros instrumentos. “Quero fazer aulas de bateria no ano que vem, pois descobri que é possível aprender música de forma muito divertida”, diz Arthur, ao lado da colega Giulia Lacerda Villane de Carvalho, também de 11.
As escolas vão começar 2011 em novo ritmo, mas a maioria corre o sério risco de desafinar. O ensino de música passará a ser obrigatório em todas as instituições públicas e particulares do país, em cumprimento a uma lei federal aprovada há três anos, para despertar o gosto dos estudantes pela cultura, estimular a criatividade e relevar talentos. Pôr essa “orquestra” para tocar é um desafio digno de um maestro de renome, pois as salas de aula ainda são palcos vazios, sem instrumentos musicais, profissionais habilitados e ambientes propícios à aprendizagem. Para se ter uma ideia desse cenário, Minas têm apenas um professor formado em artes para cada 2,2 mil alunos do ensino fundamental. No ensino médio, cada educador com formação artística teria de se desdobrar para ensinar 1.090 estudantes, segundo o último Censo Escolar. O resultado de tamanha falta de estrutura e preparo é que apenas 20% das 186 escolas municipais de Belo Horizonte e 40% das particulares estão, hoje, em sintonia com a lei e já oferecem aulas de música a crianças e adolescentes.
A poeira e o mofo calam um antigo piano, há anos esquecido num canto da Escola Estadual Professor Pedro Aleixo, no Bairro Mangabeiras, na Região Centro-Sul da capital. Com teclas quebradas e um maquinário corroído pelo tempo, a peça é apenas objeto de contemplação para os mais de 1,1 mil alunos, que, provavelmente, ficarão sem aulas de música em 2011. Sem professores e instrumentos necessários para a oferta da disciplina, a escola considera remota a possibilidade de conseguir cumprir a Lei Federal 11.769/2008, e conta com a boa vontade política e o apoio de parceiros da iniciativa privada para não transformar seus alunos em personagens de uma cena muda.
“Temos um grande auditório com um piano antigo, além de caixas de som e microfones novos. Mas vamos precisar de professores de música e apoio técnico”, diz o vice-diretor da escola, Milton Almeida Xavier. A lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2008, determina que a música seja conteúdo obrigatório no ensino fundamental e no nível médio. Mas a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) esclarece que o objetivo do texto não é formar músicos nas salas de aula e sim desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração social dos alunos. Portanto, a música não precisa ser, necessariamente, uma disciplina exclusiva e pode ser incluída como componente curricular da matéria de artes.
Enquanto aguarda o cumprimento da lei, a estudante Marcela Alves Viana, de 15 anos, resume as aulas de arte às oficinas de desenho, pintura e artesanato com materiais recicláveis. “Meu sonho era aprender a tocar teclado. Amo a música e tenho certeza de que a escola se tornaria um lugar mais interessante e alegre com os sons”, diz a aluna do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Professor Pedro Aleixo. Apaixonado pelo violão, Eduardo Magriny, de 16, aprendeu com o padrasto os primeiros acordes e, sozinho, procurou na internet lições de música. “Sei tocar umas 15 canções. Infelizmente, não posso pagar aulas de instrumentos musicais e meu sonho era ter esse ensino gratuito na escola”, conta Eduardo, que alimenta, com os amigos Luís Fernando Silva e Antônio Henrique Santos, o sonho de criar uma banda e “ficar famoso”.
Solução
Na corrida contra o tempo para afinar os instrumentos e cumprir a exigência do ensino de música em 2011, o Colégio Maria Clara Machado, no Bairro de Lourdes, na Região Centro-Sul de BH, encontrou uma solução econômica e criativa. Em parte das aulas de arte, os alunos põem as mãos na massa e ajudam a construir tambores, pandeiros, agogôs e triângulos com materiais recicláveis. E, em módulos trimestrais, eles aprendem a tocá-los em aulas que incluem violões, guitarra e teclado, além de lições teóricas sobre partituras e compositores de peso.
“Do maternal ao 5º ano do ensino fundamental, a música já vem sendo oferecida uma vez por semana. A partir do ano que vem, a disciplina estará em módulos trimestrais nas demais turmas, dentro das aulas de arte. Esse esforço é válido, pois a música faz parte de um programa de desenvolvimento pessoal, que estimula a criatividade e o lado emocional do aluno. A música sempre é trabalhada de forma contextualizada e com outras disciplinas, aliando cultura e conhecimento”, explica o diretor do colégio, José Donizetti dos Santos.
Orgulhosos dos instrumentos musicais fabricados por eles nas aulas de arte, os estudantes falam com entusiasmo da música. “Às vezes, a gente se cansa de estudar só matemática, português e ciências e a música ajuda a nos distrair”, conta Milena Rios Faria, de 10, aluna do 5º ano do nível fundamental. Já para Arthur Gontijo Tuyama, de 11, o contato com novos sons e ritmos despertou o interesse pelo aprendizado mais aprofundado de outros instrumentos. “Quero fazer aulas de bateria no ano que vem, pois descobri que é possível aprender música de forma muito divertida”, diz Arthur, ao lado da colega Giulia Lacerda Villane de Carvalho, também de 11.
Música e Vida é um projeto simples. Seu instrumento de trabalho é a música. Não existe em seus objetivos o desejo de formar virtuoses ou incensar talentos utilizando a mídia como intermediária de vaidades: aproveitar tendências sim, enfatizar diferenças, não.
A música é um fator de união poderoso: fazendo música, todos são iguais. A igualdade traz a compreensão; a compreensão traz a responsabilidade; a responsabilidade traz a cooperação; a cooperação traz a comunicação e a comunicação traz o Amor, o amor altruista, o amor fraterno que une e transforma.
“ Nenhum homem é uma ilha que se sustenta por
si mesma; todo homem é uma parte do continente,
uma parte do todo; se o mar arranca da terra um pequeno torrão
o continente é diminuído, nem mais, nem menos,
do que lhe fosse arrancado um promontório...”
John Donne, poeta inglês. 1572 - 1631
IMPLANTAÇÃO: Início: 2001
Apoio:
Fundação Educacional e Cultural São José
C.E. Auta de Souza Rua Mairinque, 299 Vila Clementino - São Paulo - SP
IMIDEC
Instituto Mineiro de Defesa do Consumidor
Rua Governador Valadares, 80 Boa Esperança - MG
Instalações
Biblioteca
Sala de vídeo e Palestras
Sala de computação
Salas de ensino de instrumentos músicais
Número de assistidos: 150
DIRETORIA
Presidente: Maria Lucia Santos Diniz
Vice-Presidente: Antonio de Pádua Rosa
1º Secretário: José Carlos de Souza Finochio
2ª Secretária: Detiane de Paula Silva
1º Tesoureiro: Adriano de Oliveira
2º Tesoureiro: Arnaldo Miranda
Conselho Fiscal:
Cleuza de Fátima Resende
Fernando Lellis Oliveira
Serafim Ribeiro
Corpo Docente: Arnaldo Miranda
Afonso Reis
Fernando Lellis
Maria Lucia Diniz
João Batista Gerônimo
Assistentes:
Alisson Pereira Lara
Ariela Cristina Ferreira
Fábio Antônio da Silva
Isabela Maria da Silva
Ronilson Cruz
Thayslane Araújo
Valéria Monike da Silva
O Projeto está fazendo a sua parte, mas precisa de você naquilo que lhe for possível fazer.
É preciso caminhar e precisamos da sua ajuda.
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Piano
Violão
Canto
Flauta doce e transversal
Bateria
Guitarra
Contra baixo
Teclado
Clarinete
Saxofone
Trompete
Tuba
Bombardino
Matérias teóricas
Iniciação musical
Percepção musical
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Projeto "Viva a Banda"
Com a formação da "Banda Sinfônica Música e Vida".
Projeto "Um toque na Escola"
Criação de células para o ensaio da música e prática musical em escolas da periferia. 1ª célula: G. E. N. DEP. José Aldo - Av. João Júlio de Faria, 2079 Jardim das Palmeiras